eu não pedi o que você queria
você me deu a despedida
veio um beijo carregado
com todo o peso de uma vida
pegamos nossa história para estancar o ciúme
jogamos tudo fora pra ver como sangra o fim
a minha cara era buscar o não
a sua cara era aceitar que sim
todo dia andar com a dor
aprendendo a se esconder na paz
metade das suas sombras me comiam todo dia
mas eu não queria mais que qualquer coisa com você
agora tem que a gente explicar
quem não vive busca sempre entender o que não há
você vai me humilhar tentando se defender
e eu vou me defender tentanto te humilhar
e dentro de nós vai dormir a saudade
que vai sempre incomodar com a vida que a gente não viveu
e eu não vou te procurar
você não vai me procurar
porque a poesia não é gente pra questionar quem a quer
o amor é o primeiro drama
joga o tolo na fogueira pra ver se ele sai cantando
meu papel foi um engano
não tenho coragem pra ser louco, quanto mais para ser santo
e as horas que a gente gastou
as marcas que você deixou nesse chão vão se embora
para o bem dos outros dramas que virão
que amor nunca é pra sempre
mesmo sendo
e sempre é
todo mundo tem um blog, eu quero um também
domingo, 27 de julho de 2014
perguntas demais
eu encontrei, te falei
sereno, a onda, de pé a idade
olha lá, a estrada assim valente
pudera ser eu tudo aquilo
mas eu não me calo
fiz de tudo, o óbvio, uma avenida
canta pra mim
onde está o dia?
minha alegria pode não ser
mas ninguém nesse mundo vai dizer
"deixa de lado"
você assim fugiria mais
você não sabe a coragem
cada vez que eu me deito
eu me lembro das mentiras
do meu cantar
da sua, daquela boca
a minha agora encontra o sussurro do tiro no escuro
e sua voz que num dia tem fome
e no outro, tem susto
eu sou o meu calo
fiz de tudo, até o impossível
mas não quero perguntar o óbvio
nem quero procurar no escuro
sereno, a onda, de pé a idade
olha lá, a estrada assim valente
pudera ser eu tudo aquilo
mas eu não me calo
fiz de tudo, o óbvio, uma avenida
canta pra mim
onde está o dia?
minha alegria pode não ser
mas ninguém nesse mundo vai dizer
"deixa de lado"
você assim fugiria mais
você não sabe a coragem
cada vez que eu me deito
eu me lembro das mentiras
do meu cantar
da sua, daquela boca
a minha agora encontra o sussurro do tiro no escuro
e sua voz que num dia tem fome
e no outro, tem susto
eu sou o meu calo
fiz de tudo, até o impossível
mas não quero perguntar o óbvio
nem quero procurar no escuro
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